domingo, 29 de abril de 2012

Peripécias do Amor

"- Com licença. Posso entrar ? - Disse, em voz baixa
 - Sim, claro - sem se importar muito, levantou os olhos e o viu. 'Que diabos está fazendo aqui?' pensou.
 - Desculpe incomodar, mas tenho uma coisa muito importante para dizer.
 - Diga, então. Mas seja breve. Meu tempo é curto.
 - Bem.. - suspirou - Vim dizer que te amo.

Ela ficou em silêncio, por algum tempo. Duvidando da veracidade daquelas palavras.
 - Creio que 'eu te amo' não deve ser dito á qualquer um, e mentir é feio.
 - Não estou mentindo, e você não é qualquer uma. - Ele disse, em tom forte o bastante para parecer o mais verdadeiro possível. De fato, ele não estava mentindo. A amava de verdade, do fundo do coração.

 Ela deu um riso irônico. Olhou em seus olhos...
 - Sabe as consequências dessas palavras, certo ?
 - Sim. Bom, pelo menos penso que sim. O que não sabemos, não sabemos que não sabemos - falou em um tom brincalhão. - Então, diga-me as consequências, por favor.
 - Se seu sentimento for correspondido, quer dizer que vamos ficar juntos para toda uma eternidade. E que um vai fazer o outro feliz. E ... bem, você deve saber o resto, todo aquele 'mimimi' de namorados. Certo ?
 - Sinceramente, meu amor, é o que eu mais quero no mundo inteiro. Mas, antes, me responda, o sentimento é correspondido ?
 Ela não respondeu. Apenas se levantou, e deu-lhe um beijo. Aquilo era um sim. Ele sorriu, pois tinha tudo o que mais queria no mundo inteiro. E, por mais que uma eternidade durasse apenas alguns minutos, eles estavam mais felizes do que nunca, como ninguém mais foi. Aquilo, era amor. 
 - Eu te amo - Disse a ele, bem baixinho.
 - Eu te amo - sussurrou ele.
 Analisando sarcasticamente aquela situação, chegava a ser chato de tão perfeito. - ironia. 
 [...]"
- Martins, Mariana.

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